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Justa causa: quando é possível contestar?

  • Foto do escritor: Leonardo Maiero
    Leonardo Maiero
  • 16 de jun.
  • 2 min de leitura

Neste artigo, vamos explicar quando a justa causa pode ser questionada, quais são os direitos do trabalhador e quais medidas podem ser adotadas para buscar a reversão da penalidade.


O que é justa causa?


A justa causa é a forma mais grave de encerramento do contrato de trabalho por iniciativa da empresa.

Ela ocorre quando o empregador entende que o trabalhador praticou uma falta grave suficiente para justificar a demissão imediata.


A empresa pode aplicar justa causa por qualquer erro?

Não. Nem todo erro do trabalhador justifica uma demissão por justa causa.

A empresa precisa demonstrar que houve uma falta grave e que a punição foi proporcional ao ocorrido.

Em muitos casos, antes de aplicar a justa causa, a empresa deveria adotar medidas graduais, como orientação, advertência ou suspensão, dependendo da situação.


Quando a justa causa pode ser contestada?

A justa causa pode ser questionada quando houver indícios de abuso, falta de prova ou desproporcionalidade.

Alguns exemplos:

  • a empresa não apresenta prova da falta grave

  • a punição foi exagerada

  • outros empregados praticaram conduta semelhante sem a mesma punição

  • a empresa usou a justa causa como forma de evitar pagamento de verbas

  • a acusação não corresponde ao que realmente aconteceu


Quais direitos são perdidos na justa causa?


Na justa causa, o trabalhador recebe menos verbas do que em uma demissão sem justa causa.

Em regra, ele pode receber apenas:

  • saldo de salário;

  • férias vencidas + 1/3, se houver.

Normalmente, o trabalhador perde aviso-prévio, multa de 40% do FGTS, saque do FGTS e seguro-desemprego.

Por isso, quando a justa causa é aplicada de forma indevida, o prejuízo pode ser grande.


O que acontece se a justa causa for revertida?

Se a justa causa for revertida, a demissão pode ser reconhecida como sem justa causa.

Com isso, o trabalhador pode passar a ter direito a verbas como:

  • aviso-prévio;

  • 13º salário proporcional;

  • férias proporcionais + 1/3;

  • multa de 40% do FGTS;

  • saque do FGTS;

  • guias do seguro-desemprego, quando preenchidos os requisitos.


Dependendo do caso, também pode haver discussão sobre dano moral, especialmente quando a acusação afetou a honra ou imagem do trabalhador.


Quais provas podem ajudar?

Algumas provas podem ser importantes, como: comunicado de justa causa, mensagens com superiores, e-mails, câmeras, se disponíveis, testemunhas, provas de tratamento desigual, entre outros.


É importante guardar o documento de demissão e não assinar declarações sem entender o conteúdo.


Justa causa exige cautela e análise criteriosa


A justa causa não pode ser aplicada de qualquer forma.

Por ser uma medida grave, exige prova, proporcionalidade e relação direta com a conduta atribuída ao trabalhador.

Se houver dúvida sobre a validade da demissão, o caso deve ser analisado com cuidado, especialmente porque a diferença nas verbas rescisórias pode ser significativa.



 
 
 

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